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Arquivo da categoria: Livros

Deveria ser tudo tão simples… Danuza Leão é a dica de leitura

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Por: Danuza Galiza

Quando você começa a ler o livro: “É tudo tão simples”, não consegue parar de ler. Esqueça o que tinha para fazer! Se achou que poderia ler um capítulo por dia, aconselho separar uma madrugada e se prepare para aproveitar a ótima narrativa de Danuza leão. Não pense estar diante de um clássico de autoajuda, porque, sinceramente, não é o caso! Nem é o estilo da autora.

Quem já teve oportunidade de ter lido alguma crônica, artigo ou algum livro de Danuza sabe como é delicioso o seu estilo de escrever. O livro tem ótimas “sacadas”. Desde uma lista de peças coringas que todas deveríamos ter no guarda roupa, a itens de moda que as mulheres devem deixar de fora para toda eternidade. No meio do livro sinto um dilema pulsar: o livro deveria se chamar “é tudo tão Caro”?? Isso porque a autora cita “N” coisas que você deve fazer ou deixar de fazer na vida, mas de uma realidade “classe A.A”. Acredito que uma parcela muito pequena da sociedade pode seguir o conselho, por exemplo, de que uma ótima aquisição seria “possuir um apartamento em Nova York”… E outro, ainda, quando ela sugere “se desfaça da blusa Yves Saint Laurent que foi feita sob medida pra você”.

Não posso negar que superado esses argumentos, você vai perceber que Danuza mudou e continua mudando… Assim como deve ser, pelo menos para nós mulheres, que estamos um salto na frente dos homens! Ela dá uma ótima dica de empreendedorismo e desprendimento em relação à moda, quando aconselha às brasileiras a copiarem as americanas e se livrarem de roupas que estavam mofando no armário (há mais de 1 ano), fazendo um bazar com as amigas.

Danuza se desfez de quase todos seus bens e hoje, prefere viajar a ter que se juntar com socialites em festas prive. O leitor percebe o desprendimento da autora, logo de cara, quando a mesma agradece os óculos emprestados que aparece usando na capa do livro. As famosas regras de etiqueta que consagraram a escritora estão démodé, e foram substituídas por “Regras de Comportamento”. Isso mesmo, Danuza ensina mães, sogras, avós, enfim, a nós mulheres a se comportarem numa sociedade em constante transformação social e tecnológica. É preciso saber conviver com o outro! Claro que tudo isso regado com pitadas de ironia/sarcasmo e doses refinadas de humor, que são características que só mesmo Danuza Leão poderia ter feito!

Plus>>>>Danuza Leão é jornalista e escritora, mas já foi modelo profissional. É colunista da Folha de S.Paulo e autora de oito livros, entre eles: Quase tudo e Na sala com Danuza.

Danuza Galiza é psicopedagoga e aluna de jornalismo. Amante da moda, é fotógrafa e maquiadora nos fins de semana e escritora desde que se entende por gente.

Óculos também em livro – conheça a história da Chilli Beans

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Eu ADORO óculos escuros, na verdade nem consigo sair de casa sem eles durante o dia. E advinha qual a minha marca preferida? A Chilli Beans, porque são decolados, divertidos, de qualidade e não precisa gastar tanto assim com eles. É sem dúvida uma das marcas de óculos escuros com a qual mais me identifico. Pois agora eles lançam uma novidade no mercado: um livro que conta a história da marca brasileira que tem a pimenta como logotipo inesquecível.

O livro é da editora Campus/Elsevier e se chama “Chilli Beans – E se colocar pimenta? A história da marca mais quente do Brasil”. A obra é assinada pelo criador da Chilli Beans, Caito Maia, e por Rodolfo Araújo, jornalista e professor de estratégias de marcas e gestão da complexidade. Mais informações no http://www.namidiacom.com.br/index.php/chilli-beans-e-se-colocar-pimenta-a-historia-da-marca-mais-quente-do-brasil-sem-cortes/.

Todas as edições da Vogue à distância de um clique

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Final de semana, que tal aproveitar para cutucar coisas bacanas pela web? A dica de hoje não poderia ser melhor: o super arquivo digital da Vogue. A mais famosa revista de moda do mundo, que estreou em 1892, resolveu disponibilizar todas as edições online. O arquivo é uma parceria com o portal WGSN e mostra os mais de 120 anos da revista. Para acessar, basta ir no Vogue Archive. Essa é, sem dúvida, uma ferramenta de pesquisa importantíssima para estudantes, profissionais, pesquisadores e entusiastas do mundo fashion.

O resultado das buscas pode ser refinado por atributos como “artigos, imagens e capas”; “anúncios, marcas, designer, fotógrafo ou personalidade”; “cor, materiais ou roupas”. É possível ainda navegar por uma determinada década ou por uma edição específica. O Vogue Archive é atualizado mensalmente com novas edições e o acesso de profissionais da indústria ao conteúdo será possível a partir de uma assinatura anual feita a partir do próprio portal WGSN. Para bibliotecas e instituições de ensino, o acervo será disponibilizado através do site de pesquisas acadêmicas ProQuest. Ah! As edições são da Vogue americana, tá?

Saint Laurent – uma delícia de ver e de ler

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Hoje é sábado, dia de relaxar. Que tal fazer isso acompanhado de um bom livro? Semana passada eu ganhei da minha mãe uma edição que desejava há tempos, desde que soube do seu lançamento no Brasil no início do ano. É o livro Saint Laurent: a arte da elegância, uma biografia da vida desse grande estilista. Escrito originalmente em francês, o livro trata da vida e dos bastidores da história dessa figura pública. Eu tenho um fraco por biografias, de personalidades do mundo da moda, então, fico fascinada. A capa do livro é uma homenagem a uma das coleções mais famosas do estilista, que ele fez nos anos 1960 em homenagem ao pintor Mondrian. Boa diversão para o final de semana, não acham?

Se você gostou do marcador de livros e acha ele uma boa opção de ocupação em vez da leitura, que tal aprender a fazer? Esse daí quem fez foi minha irmã, exímia crocheteira. Ela ensina tudo no blog que a gente mantém só sobre crochê, tricô e afins, o Mãe Tila. Para dar uma conferida é só clicar nas imagens abaixo.

Consumo consciente de moda e valorização do estilo próprio

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Um tempo desses eu ganhei de presente do meu marido o livro Chiquérrimo, de consultora de moda Glória Kalil. Não é necessariamente o tipo de livro que eu goste de ler sobre moda, mas também vale a pena dedicar um tempinho a ele (prefiro descaradamente aqueles sobre história, biografias ou os acadêmicos, densos, com conteúdos culturais, históricos e principalmente grandes questionamentos). Este é um livro de dicas sociais de fácil digestão. Aqui e acolá ela aborda questões de vestimenta e moda, mas o principal tema do livro é a etiqueta social (que também é importantíssima, claro).  Essa é uma dica de leitura simples, para quem quer passar o tempo lendo algo leve e saboreando algumas dicas de estilo. Aproveito e divulgo o vídeo abaixo, do programa Vamos Combinar, do GNT, onde Glória Kalil conversa um pouco sobre suas ideias a respeito da moda. Dá uma olhadinha…

Das coisas que ela fala que eu concordo, destaco a questão da importância do estilo pessoal e da não-escravidão às tendências de moda. Também concordo que é super chique repetir roupa, lógico que é! É cada vez mais cafona consumir enlouquecidamente com a intenção de nunca repetir algo, em vez de indicar luxo acaba mostrando futilidade. Um viva ao consumo consciente!

Arte e moda: uma história de inspiração mútua

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No último sábado eu fui assistir ao filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen. Confesso que não sou fã do trabalho do diretor, mas achei o filme incrivelmente bom. Morri de rir com as piadas históricas, especialmente aquelas com Man Ray e Luis Buñuel. São tantas referências de escritores, pintores, artistas e grandes nomes que marcaram época que chega a ser delicioso. Olha só o trailer do filme logo abaixo:

O filme me deixou inspirada para relembrar algo que não é novidade, mas que é sempre bom trazer à tona: a relação íntima da moda com a arte. Na verdade há uma grande discussão no mundo acadêmico (e profissional) se a moda é ou não é arte. Eu não vou entrar nesse mérito, afinal de contas não há consenso nem entre o que é arte propriamente dita, mas trago aqui hoje alguns exemplos da maravilhosa história de amor entre esses dois campos. Ao longo do tempo não foram poucos os estilistas que homenagearam artistas de seu tempo ou de tempos passados. Ainda hoje a gente encontra trabalhos assim, cada um mais belo que o outro. Os exemplos a seguir são alguns clássicos, mas existem muitos outros…

As silhuetas básicas e coloridas de Tom Wesselmann deram origem a vestidos ainda mais pop assinados por Yves Saint-Laurent.

Neste assunto, o ícone absoluto é a série de vestidos que Yves Saint-Laurent criou em 1965 com base nos quadros de Piet Mondrian. Estas peças fizeram sucesso absoluto, são a cara de uma época, nunca deixaram de encantar e têm lugar de destaque em qualquer enciclopédia de moda que se preze. Eu tive o prazer de ver uma peça dessas de perto no Victoria & Albert Museum em Londres e fiquei babando. Na web é fácil achar tutoriais de como reproduzir a peça.

E foi Yves Saint-Laurent o estilista que mais prestou homenagens às artes plásticas. Estes vestidos são estampados com formas e coloridos típicos da obra de Henri Matisse. Os quadros La gerbe e L’escargot, ambos de 1953, estão aqui para provar.

Foram muitas as vezes em que Yves Saint-Laurent se rendeu aos pássaros coloridos e instrumentos cubistas de Georges Braque.

Em 1988 foi a vez de os lírios e girassóis de Vincent Van Gogh, pintados no século 19, parar nas jaquetas de Yves Saint-Laurent.

Pablo Picasso pintou diversos arlequins ao longo da carreira, que depois inspiraram Yves Saint-Laurent a criar várias peças de destaque em suas coleções.

Os lírios e girassóis de Vincent Van Gogh, pintados no século 19, foram parar nestas jaquetas que Yves Saint-Laurent desenhou em 1988.

Na mesma coleção, Yves Saint-Laurent bebeu do célebre lago de ninféias de Claude Monet.

Esse vestido é, de longe, um dos meus preferidos de toda a história da moda. Ele é inspirado na obra que Andy Warhol criou nos anos 1960, transformando em arte os rótulos das sopas Campbell’s. E a marca de comida enlatada aproveitou o burburinho para transformar a arte pop de Warhol em roupa. O vestido era 80% celulose e 20% algodão, por isso não podia ser lavado nem passado. Hoje é item de colecionador. Eu fico imaginando como seria bacana um desses com estampa dos palitos de dente Gina ou da caixa de fósforo Olho.

Esse é mais antigo, porém tão belo quanto. Em 1936, Salvador Dalí criou seu Telefone-lagosta. No ano seguinte, Elsa Schiaparelli estampou em um vestido branco um desenho do mesmo crustáceo, também assinado por Dalí.

Em 1965, Lee Rudd Simpson criou este vestido com desenho de Roy Lichtenstein, cuja obra contém várias versões pop art do pôr-do-sol. Eu usaria linda!

Na comemoração dos 60 anos da Dior, em 2007, John Galliano criou uma coleção inteira baseada em seus pintores favoritos. Este vestido, por exemplo, remete ao quadro White center, de Mark Rothko, pintado em 1950.

Da mesma coleção, saiu este vestido com as cores da tela Vétheuil (1901), de Claude Monet.

Os tons e texturas que estavam na saia de uma das Bailarinas na coxia, de Edgard Degas, pularam para o busto e os ombros da modelo de John Galliano em 2007.

Keith Haring costumava desenhar suas formas humanas características em jaquetas e calças, criando roupas que hoje valem como obras de arte. Mas a peça acima é de 2002, assinada por Jean-Charles Castelbajac.

Mais uma bela inspiração nos trabalhos de Andy Warhol. Desta vez com a célebre imagem que ele fez de Marilyn Monroe. Na peça de 2008 ela se revelou por entre as dobras de um vestido plissado de Hannah Hoyle.

Nos anos 90, Emanuel Ungaro criou para a Parallèle sua releitura das flores em cores saturadas de Andy Warhol. Mais um look que figuraria fácil no meu guarda-roupa, se eu pudesse e meu dinheiro desse, lógico.

As ilusões inquietantes de M. C. Escher são incríveis por si só, mas quando se tornam alta costura ficam ainda mais sensacionais. Em 2009, pelas mãos de Alexander McQueen, as obras se transformaram em vestidos geniais, cujas estampas mostravam uma típica (e falsificadíssima) padronagem da Givenchy se transformar nos pássaros transmorfos do desenhista holandês.

As pinceladas fluidas das telas impressionistas de Claude Monet voltaram às passarelas em 2009, na coleção criada por Albert Kriemler para a grife Akris. As estampas ficaram belíssimas.

Fontes:

http://freakshowbusiness.com/2010/04/23/35-roupas-inspiradas-em-quadros-e-esculturas-modaarte/

BRANDSTATTER, Christian. Klimt e a moda. São Paulo: Cosac & Naify, 2000.

MÜLLER, Florence. Arte e moda.  São Paulo: Cosac & Naify, 2000.

Moda e Rock – uma história de amor

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Hoje é o dia internacional do Rock. Eu como roqueira aposentada e amante do estilo musical, não poderia deixar de fazer uma breve homenagem. A história da moda contemporânea é inseparável da história dos astros e estrelas, inclusive do rock. Dos anos 1950 para cá, Elvis, Beatles, Jimmy Hendrix, Nirvana e tantos outros deixaram suas marcas na moda e na cultura dos povos contemporâneos.

Elvis foi o rei do rock e, sem dúvida, um ícone do estilo. Desde a fase dos topetes, costeletas, couro, calças justas, passando pelas lantejoulas, tachinhas e calças boca-de-sino.

Beatles e o terno sem gola criado por Pierre Cardin

Lindos, os Beatles lançaram diversas tendências ao longo do tempo, de cabelos, de roupas, de comportamento. Na foto eles usam o terno sem gola criado por Pierre Cardin.

Janis Joplin costurava suas próprias roupas e fazia delas um instrumento de resistência política. Se negava a comprar peças novas, como faziam as meninas de seu tempo. Miçangas, crochês e sobreposição de colares – além dos famosos óculos arredondados – faziam o estilo da cantora.

Jimmy Hendrix exalava o estilo hippie de seu tempo, em peças coloridas, largas e misturadas.

No Brasil os Tropicalisas e a Jovem Guarda mostraram estilos bem diferentes, e ambos ficaram populares. Tinha espaço para os hippies e para os arrumadinhos.

No mundo, roqueiros como os do Sex Pistols e os Ramones mostraram suas vestimentas rebeldes, escuras, desleixadas, chocantes. Yeah!

The Cure e Nirvana. Duas bandas incríveis e dois estilos bem diferentes. Os góticos e os grunges deixando suas marcas no rock e na moda.

Para quem quiser ler mais sobre o assunto, tem um livro chamado Rock Fashion, de Josh Sims, que trata o tema em profundidade (em inglês).

Outro livro bacana sobre o assunto. Elvis Fashion: From Memphis to Vegas, um livro de Julie Mundy (em inglês) que fala da relação do artista com a moda ao longo de toda sua carreira, desde os topetes aos babados

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