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Jornalismo de moda vira tema de aula

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Presse

Estou muito feliz com a realização de um sonho antigo: ensinar jornalismo de moda para alunos de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Não apenas de forma pontual como já fiz antes em oficinas, palestras ou conteúdos esporádicos dentro de outras disciplinas, mas ao longo de um semestre inteiro. Consegui aprovar junto à UEPB, instituição onde sou professora, a disciplina de Comunicação e Moda, que tem início semana que vem com o começo do semestre letivo referente à 2013.2.

A disciplina será ministrada nas quartas-feiras à tarde, das 14h às 17h, e podem se matricular alunos cursando a partir do quinto período do curso. A ementa é:  Conceitos de moda como comunicação e corpo como mídia. A linguagem da moda. O ciclo da moda e o papel das mídias nesse contexto. A moda ao longo do tempo e sua relação com a sociedade. Jornalismo especializado em moda: história, características e tendências. O papel do editorial de moda. Cobertura de eventos de moda. Fotografia de moda: a grande vitrine das tendências. O jornalismo de moda nos jornais, nas revistas, no rádio, na televisão, nos portais, nos blogs e nas mídias sociais.

jornalismo de moda 3

A principal atividade para nota será a elaboração de uma revista de cultura de moda, sem vínculos comerciais, com editoriais de moda, colunas, entrevistas em profundidade, infográficos e diversas outras formas de atividade jornalística voltada para a moda. Ou seja, será possível exercitar um jornalismo de moda sem firulas e com senso crítico, não voltado para tendências apenas e sim para a moda enquanto elemento de cultura. Cada edição da revista terá um tema único que será trabalhado de diversas formas, como um dossiê temático. Outros alunos do curso que queiram participar do projeto serão bem-vindos, contanto que se comprometam realmente em suas atividades.

Linha Editorial da Revista: Difundir a cultura de moda, especialmente a paraibana, através de um jornalismo aprofundado. Exercitar a atividade jornalística unindo comunicação textual tradicional e as diversas ferramentas da comunicação visual.

Equipes de trabalho para a revista:

Design (Identidade visual, logo, diagramação, ilustração, infográfico)

Texto (Reportagens, títulos, revisão textual, manchetes)

Foto (Produção, locação, organização, fotografias e tratamento de imagem)

Mídias digitais (Blog, email, facebook, divulgação online, produção de material exclusivo para a web)

jornalismo de moda 1

O que mais me inspira em ministrar essa disciplina é a esperança de ajudar no amadurecimento do setor hoje no Brasil e na Paraíba. Vivemos uma crise no jornalismo, que busca um novo jeito de fazer seu trabalho, com o jornalismo de moda não é diferente. O que preocupa na área hoje é na verdade o amadorismo com que a maioria dos profissionais vê o setor, principalmente por falta de conhecimento ou por cair nas armadilhas da indústria da moda. Esses e outros temas serão amplamente trabalhados em sala de aula e fora dela, portanto, sejam bem-vindos!

30 dias de roupa nova: moda, comércio e estilo no Maior São João do Mundo

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Apresentação: Esta reportagem foi feita à várias mãos e produzida originalmente para o projeto Repórter Junino, do curso de Comunicação Social (habilitação Jornalismo), da Universidade Estadual da Paraíba, onde sou professora. O projeto é desenvolvido todos os anos no período junino para celebrar jornalisticamente esta que é a maior festa popular do Nordeste, comandado pelo professor Fernando Firmino. Resolvemos publicar o material na integra por aqui também para divulgar ainda mais esse trabalho, do qual temos muito orgulho. Um exercício que mostra, dentre outras coisas, que é possível produzir conteúdo jornalístico de moda com qualidade. Parabéns à equipe, que está creditada no final do post. Boa leitura!

Foto: Emanuel Messias

Foto: Emanuel Messias

Quem anda pelos caminhos do Parque do Povo nesses dias de festa não pode deixar de reparar no visual caprichado de homens, mulheres e até mesmo crianças. E não é só nos grandes centros que isso se percebe, em comemorações de bairro e em cidades pequenas, festa de rua significa roupa nova. Para a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), os festejos juninos representam um aumento nas vendas de cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

O São João de Campina Grande trouxe consigo uma grande expectativa de vendas na linha de roupas e acessórios. “É nesta época em que a população de Campina Grande costuma procurar com maior intensidade as lojas de roupas, calçados, alimentação e também serviços como salões de beleza e postos de combustíveis”, diz Hilton Motta Filho, presidente da CDL. A vendedora Vanessa afirma que esse aumento se compara às vendas do período Natalino, sendo os dois melhores períodos de comércio. Para os clientes, a vaidade é o fator que mais contribui para esse aumento. “A aparência é importante, onde chegamos as pessoas nos definem e julgam de acordo como estamos vestidos, é bom estar bem vestido para transparecer uma boa imagem”, diz a estudante Karolyne Cartaxo.

É feito um alto investimento nesse comércio nessa época. Uns compram por necessidade, mas, a grande maioria está alimentando sua vaidade, inclusive os homens. Atualmente não só as mulheres estão gastando em vestuário. O comprador Igor Silveira, 22 anos, acha que os homens se importam sim com as vestimentas, mesmo muitos não admitindo esse interesse. São as festas juninas promovendo a moda e o comércio da região.

P&B e Top Cropped são os grandes hits do São João

Como acontece nos grandes desfiles de moda, as ruas do Parque do Povo ficam cheias de tendências durante o período junino. Este ano não está sendo diferente, e algumas modas queridinhas das mulheres fazem a cabeça e os pés das frequentadoras da festa. Desta vez, o binômio preto e branco aparece por todos os lados, acompanhado dos top croppeds e de sapatos de salto flutuante. A dupla formada pelo preto e pelo branco vem de forma moderna e é vista em todos os lugares, “seja com listras ou em quadriculados, em outras estampas, ou então em um look como um todo” como aponta a consultora de moda Ceicinha Figueiredo.

Mas não se deve deixar levar por essa tendência sem antes analisar se ela serve para você. Mesmo sendo uma moda clássica e democrática, existem as suas exceções. Calças listradas, por exemplo, para meninas de quadril largo, por mais que sejam listras verticais, que têm tendência a emagrecer, acabam destacando os volumes, ou seja, deve haver moderação no uso desse duo, como explica a consultora.

Looks em P&B montados por Ceicinha Figueiredo na loja Hering

Looks em P&B montados por Ceicinha Figueiredo na loja Hering

O preto e branco foi eternizado pela estilista Coco Chanel – que foi a responsável pela grande revolução no vestuário feminino em meados da década de 1920 – principalmente por meio das estampas conhecidas por pied-de-poule e pied-de-coq, que ficaram famosas no mundo todo. Pied-de-poule, que é a estampa menor, traduzido do francês seria pé de galinha, e ganhou esse nome por realmente parecer uma pegada de galinha, enquanto o pied-de-coq, a estampa maior, é pé de galo, por parecer uma pegada de galo. Ou então nas listras, que tanto gostava.

Pied-de-poule, a estampa menor

Pied-de-poule, a estampa menor

Pied-de-coq, estampa maior

Pied-de-coq, estampa maior

Coco Chanel usando listras

Coco Chanel usando listras

E no Parque do Povo, algumas mulheres usando as listras.

Fatima Feitosa, Mari Oliveira, Andreza Lima e Simone de Almeida usam a tendência

Fatima Feitosa, Mari Oliveira, Andreza Lima e Simone de Almeida usam a tendência

Luana Larissa, Ana Luiza e mãe e filha, Patrícia e Evillyn

Luana Larissa, Ana Luiza e mãe e filha, Patrícia e Evillyn

Outra tendência que está ocupando a cabeça das mulheres no Parque do Povo é o Top Cropped. Popularizado nos anos 90, volta agora com uma diferença: não se mostra o umbigo. A peça atual consiste em um top ou blusa curta, usado com calça, saia ou shorts de cintura alta, cobrindo o umbigo, para não parecer vulgar. É uma grande aposta do verão 2013 por causa do nosso clima, e deve ser usado em lugares informais. Vai bem também com saltos, que deixam a produção mais elegante.

 

As estudantes Larissa Gomes e Thayla Brenda Silva usaram Top Cropped no Parque do Povo

As estudantes Larissa Gomes e Thayla Brenda Silva usaram Top Cropped no Parque do Povo

Gabriele Rocha decidiu usar Top Cropped e listras P&B em um único look

Gabriele Rocha decidiu usar Top Cropped e listras P&B em um único look

Salto fantasma, será que essa moda pega?

Você já pensou em usar um sapato de salto alto, mas sem o salto? Sim, isso existe, e se chama salto phantom ou salto fantasma. Queridinho de várias fashionistas ao redor do mundo, o salto fantasma consiste em um sapato sem salto, mas com uma meia-pata avantajada e surgiu em 2001, quando Antônio Berardi criou sapatos sem salto aparente. Mas a sua popularização só aconteceu realmente dez anos depois, em 2011, quando a excêntrica cantora Lady GaGa usou sapatos criados pelo designer japonês Noritaka Tatehana, que chegavam a 25 centímetros de altura. Apesar de parecer o contrário, quem usou afirma ser super confortável.

Lady GaGa com alguns dos seus saltos fantasmas

Lady GaGa com alguns dos seus saltos fantasmas

Salto phantom de Giuseppe Zanotti

Salto phantom de Giuseppe Zanotti

Natália com seu look de oncinha e sapato de salto fantasma

Natália com seu look de oncinha e sapato de salto fantasma

Por aqui, nas noites de São João do Parque do Povo, já têm mulheres usando a tendência. Entre elas, a empresária Natália Jordania, que também estava usando a atemporal estampa de oncinha, no vestido e na bolsa. Mas, e aí, será que veremos – ou não – mais vezes o fantasma nos pés campinenses? Ou essa é uma moda passageira? Quem viver, verá!

Espaço para o tradicional

 

Em meio a tantas tendências, ainda há espaço para o uso dos tradicionais looks que incluem a famosa estampa xadrez e a bota. Em vários estilos e variações, homens e mulheres não deixam de usar esses símbolos das festas juninas. A estudante Anne Vasconcelos e o namorado Carlos de Souza Aragão foram juntos para a festa junina trajando blusa xadrez, calça jeans e bota: ela num estilo mais romântico de salto e ele num estilo mais vaqueiro. “A gente se sente confortável com esse tipo de roupa, é a época do ano em que a gente mais pode usar. Essas peças ficam guardada o ano todo esperando o São João chegar”, afirma Anne.

Mas não é preciso ir fantasiado de festejos juninos para usar essas peças. O xadrez, em especial, já virou um clássico da moda e vai bem com praticamente tudo. Veja algumas dicas de produções para essa estampa e aproveite as peças que você tem em casa para curtir o restante das festas de São João.

Foto_Matéria2_xadrez_Looks para noite

Foto_Matéria2_xadrez_Looks de dia

 

Reportagem: Ivan Andrey, Bruna Neves, Káio Lenno Araújo e Agda Aquino

Edição: Agda Aquino

Fotos: Ivan Andrey, Káio Lenno Araújo e Jéssica Oliveira

Produção de moda: Ivan Andrey e Rosemere Marinho

Comunicurtas vai além das telas e desfila moda sustentável

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Por: Cleryston Araújo, Leandro Targino, Janilton Rocha e Marcondes Evaristo.

No teatro do Sesc Centro a quinta-feira, (30/08), do Comunicurtas foi passarela para um desfile de moda. A enorme plateia que esteve presente no 4º dia do evento pode apreciar modelos trajando peças feitas a partir de sacos de cimento. A produção de vestidos, bolsas, sapatos e outros acessórios é criação do artista e designer Berlamino Neto.

A iniciativa do artista, que usou parte dos milhares de sacos de cimento utilizados na construção da Central de Aulas da UEPB, é uma tentativa de emplacar na sociedade o reaproveitamento do papel usado na construção civil e evitar que ele seja jogado diretamente na natureza. Para o biólogo e especialista em reciclagem de celulose, João Eudes, além de um grande evento audiovisual o Comunicurtas pode promover ações para conscientização da sociedade.

Julio Cezar Perez, Hipólito Lucena e Larissa Guimarães

Segundo a professora Agda Aquino, a arte de transformar sacos de cimento em peças de roupa, bolsas e calçados era uma ação que já havia sido praticada fora do país, mas não para o consumo da sociedade, apenas para exposição em salões e em manifestações contra a poluição. Agda ressalta ainda que, não se pode mais pensar a sustentabilidade como algo alternativo, e sim como parte das nossas vidas cotidianas. “Isso sem falar que as peças ficaram muito bonitas, com acabamento invejável, mais uma prova de que dá para ser eco-fashion, ou seja, ter estilo e beleza sem agredir ao meio ambiente. Isso sim é estar na moda!”

Para Agda, que também é designer de moda, o Comunicurtas se mostra cada vez mais como um evento que não apenas fomenta o cinema e a cultura audiovisual no Estado, mas também apoia outras iniciativas artísticas como a fotografia e agora a moda consciente. Com ações como essa é possível transformar o mundo num lugar mais belo sem a necessidade de destruí-lo para isso. 

PS: Esse texto foi produzido pelos meus alunos de Jornalismo da UEPB para a disciplina Agência de Notícias, do 6º período. Para saber mais sobre o festival Comunicurtas acesse este link.

Dicas de fotografia para estudantes de jornalismo

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Resolvi que agora aqui no blog também vou trazer algumas das minha atividades acadêmicas, além dos artigos que já eram publicados. Acho que é bacana mostrar o que eu vivo fazendo para ganhar a vida e para ser feliz. No post de hoje trago um novo projeto que estou aos poucos me envolvendo, o Repórter Junino, desenvolvido desde 2005 por professores e alunos do curso de Jornalismo da UEPB, onde sou professora desde o início do ano. Fizemos uma oficina sobre imagens colaborativas, tentando ajudar os alunos a melhorar a observação sobre fotos e a produção de imagens fixas e audiovisuais. Os alunos aproveitaram para gravar um vídeo, que eu posto lá em baixo. Espero que gostem e que visitem o trabalho multimidiático que os alunos estão produzindo. 😀

 

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